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07 novembro, 2009

Pratica Pedagógica da Educação de Jovem e Adultos



     A prática pedagógica da EJA precisa valorizar as experiências e os conhecimentos acumulados que os alunos trazem para a sala de aula; pois a aquisição da aprendizagem está diretamente relacionada com o que faz parte do cotidiano; pois como disse Paulo Freire, “Educar é impregnar de sentido a nossa vida”.
     As aulas destinadas aos alunos jovens e adultos devem ser dinâmicas, pois depois de uma longa jornada de trabalho exaustivo o grau de concentração é baixíssimo. Além disso, deve haver uma sintonia entre a escola e os alunos que dele se servem, pois a falta dessa sintonia é responsável pelos autos índices de evasão e repetência nos programas de educação de jovens e adultos. Embora não possamos desconsiderar, a esse respeito, fatores de ordem socioeconômica que acabam por impedir que os alunos se dediquem plenamente a seu projeto pessoal de envolvimento nesses programas.
     O pensamento e linguagem dos alunos da EJA condizem com a condição familiar e relacional em que vive seu grupo social, onde há gírias e vocabulários próprios.
     No texto de Marta Kohl, Jovens e adultos como sujeitos de conhecimento e aprendizagem, a autora aborda a questão da homogeneidade desses sujeitos e de suas diferenças com relação a outros grupos culturais. Tal grupo se define como relativamente homogêneo ao agregar membros em condição de “não-crianças”, de excluídos da escola, e de pertinentes a parcelas “populares” da população pouco escolarizadas e inseridas no mundo do trabalho em ocupações de baixa qualificação profissional e baixa remuneração.
     De acordo com o texto a escola voltada à educação de jovens e adultos, é ao mesmo tempo um local de confronto de culturas e, como qualquer situação de interação social, um local de encontro de singularidades.

14 setembro, 2009

EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO BRASIL




Neste semestre do PEAD, teremos a interdisciplina EJA, cuja emenda é: 

O sujeito jovem e adulto em suas diferenças e especificidades: análise de discurso e observação de práticas cotidianas; estudo e aprofundamento de relações que considerem as questões teórico-práticas voltadas para a Educação de Jovens e Adultos (EJA). De acordo com o Parecer CEB nº 11/2000, a Educação de Jovens e Adultos (EJA) representa uma dívida social não reparada para com os que não tiveram acesso a e nem domínio da escrita e leitura como bens sociais, na escola ou fora dela, e tenham sido a força de trabalho empregada na constituição de riquezas e na elevação de obras públicas. Ser privado deste acesso é, de fato, a perda de um instrumento imprescindível para uma presença significativa na convivência social contemporânea. 

A EJA possui as seguintes funções: 

Função reparadora: Que não se refere apenas à entrada dos jovens e adultos no âmbito dos direitos civis, pela restauração de um direito a eles negado, o direito a uma escola de qualidade, mas também ao reconhecimento da igualdade ontológica de todo e qualquer ser humano de ter acesso a um bem real, social e simbolicamente importante.

Função equalizadora: Relaciona-se à igualdade de oportunidades, que possibilite oferecer aos indivíduos novas inserções no mundo do trabalho, na vida social, nos espaços da estética e nos canais de participação. A eqüidade é a forma pela qual os bens sociais são distribuídos tendo em vista maior igualdade, dentro de situações específicas. Nessa linha, a EJA representa uma possibilidade de efetivar um caminho de desenvolvimento a todas as pessoas, de todas as idades, permitindo que jovens e adultos atualizem seus conhecimentos, mostrem habilidades, troquem experiências e tenham acesso a novas formas de trabalho e cultura. 

Função qualificadora: Se refere à educação permanente, com base no caráter incompleto do ser humano, cujo potencial de desenvolvimento e de adequação pode se atualizar em quadros escolares ou não-escolares. Mais que uma função, é o próprio sentido da educação de jovens e adultos. Em poucas palavras, as principais funções da EJA é reparar uma dívida inscrita em nossa história social e na vida se tantos indivíduos, igualar as oportunidades e propiciar a todos a atualização de conhecimento por toda a vida.