As aulas destinadas aos alunos jovens e adultos devem ser dinâmicas, pois depois de uma longa jornada de trabalho exaustivo o grau de concentração é baixíssimo. Além disso, deve haver uma sintonia entre a escola e os alunos que dele se servem, pois a falta dessa sintonia é responsável pelos autos índices de evasão e repetência nos programas de educação de jovens e adultos. Embora não possamos desconsiderar, a esse respeito, fatores de ordem socioeconômica que acabam por impedir que os alunos se dediquem plenamente a seu projeto pessoal de envolvimento nesses programas.
O pensamento e linguagem dos alunos da EJA condizem com a condição familiar e relacional em que vive seu grupo social, onde há gírias e vocabulários próprios.
No texto de Marta Kohl, Jovens e adultos como sujeitos de conhecimento e aprendizagem, a autora aborda a questão da homogeneidade desses sujeitos e de suas diferenças com relação a outros grupos culturais. Tal grupo se define como relativamente homogêneo ao agregar membros em condição de “não-crianças”, de excluídos da escola, e de pertinentes a parcelas “populares” da população pouco escolarizadas e inseridas no mundo do trabalho em ocupações de baixa qualificação profissional e baixa remuneração.
De acordo com o texto a escola voltada à educação de jovens e adultos, é ao mesmo tempo um local de confronto de culturas e, como qualquer situação de interação social, um local de encontro de singularidades.

