09 junho, 2009

Os índios no Brasil

De acordo com as Nações Unidas, de 1986, a definição dos povos indígenas, são aqueles que, contando com uma continuidade histórica das sociedades anteriores à invasão e à colonização que foi desenvolvida em seus territórios, consideram a si mesmos distintos de outros setores da sociedade, e estão decididos a conservar, a desenvolver e a transmitir às gerações futuras seus territórios ancestrais e sua identidade étnica. De acordo com os próprios indígenas as autodefinições são:
  • Continuidade histórica com sociedade pré-colonial.
  • Estreita vinculação com o território.
  • Sistemas sociais, econômicos e políticos bem definidos.
  • Língua, cultura e crença definidas.
  • Identificar-se como diferente da sociedade nacional.
  • Vinculação ou articulação com a rede global dos povos indígenas.
Segundo dados do IBGE, hoje a população está reduzida a pouco mais de 700.000 índios em todo o Brasil, estes índios contabilizados são os índios reconhecidos oficialmente, os residentes nas cidades ou em terras indígenas ainda não demarcadas ou reconhecidas, porém estão fora desses dados os denominados “índios isolados”, ou índios ainda em via de reafirmação étnica após anos de dominação e repressão cultural. De acordo com os dados da FUNASA, essa população indígena está dispersa por todos o território brasileiro, sendo que na região Norte concentra-se o maior contingente populacional indígena. Os povos indígenas brasileiros de hoje são sobreviventes e resistentes da história de colonização européia, estão em franca recuperação do orgulho, da auto-estima identitária e buscam consolidar um espaço digno na história e na vida multicultural do país. Devido aos sentidos pejorativos da denominação indígenas, resultado de todo processo histórico e de discriminação e preconceito contra os povos nativos na região, como, por exemplo, ser sem cultura, sem civilização, incapaz, selvagem, preguiçoso, traiçoeiro, romântico, etc, os povos indígenas brasileiros concluíram que era importante manter, aceitar e promover a denominação genérica de índio ou indígena, como uma identidade que une, articula, visibiliza e fortalece todos os povos originários do atual território brasileiro, principalmente para demarcar fronteiras étnicas e identitária entre eles. Então de pejorativo, a denominação, passou a uma marca identitária capaz de unir povos historicamente distintos e rivais na luta por direitos e interesses comuns. É notório que, enquanto a denominação índio ou indígena era negada pelos povos indígenas por ser pejorativa e desqualificadora, as identidades étnicas particulares também eram negadas ou reprimidas. Após 500 anos de massacre, escravidão, dominação e repressão cultural, hoje, os povos indígenas, respiram um ar menos repressivo, o suficiente para que eles possam reiniciar e retomar seus projetos sociais étnicos e identitários. Culturas e tradições estão sendo resgatadas, revalorizadas e revividas. Terras tradicionais estão sendo reivindicadas, reapropriadas ou reocupadas pelos verdadeiros donos originários. Línguas vêm sendo reaprendidas e praticadas na aldeia, na escola e nas cidades. Rituais e cerimônias tradicionais há muito tempo não praticadas estão voltando a fazer parte da vida cotidiana dos povos indígenas nas aldeias ou nas grandes cidades brasileiras. Apesar disso, o povo indígena tem o desejo de fazer parte da modernidade, não abdicando suas origens, suas tradições e modos de vida próprios, mas por intermédio de uma interação consciente com outra culturas que leve à valorização de si mesmo. Apesar de todas as conquistas que, de alguma forma contribuem para a recuperação do orgulho étnico e a reafirmação da identidade indígena, ainda existem preconceitos contra os índios, muitos deles provenientes da cultura diferente desse povo, esses preconceitos servem, como justificativa para a discriminação e extinção dos índios. O professor deve ser o mediador promovendo ações que valorizem as diferentes etnias e culturas. Ele deve propiciar aprendizagem para que os alunos repudiem todo e qualquer tipo de discriminação, seja ela baseada em diferenças de cultura, raça, classe social, nacionalidade, entre outras tantas.

06 junho, 2009

Educação após Auschwitz


Auschwitz, foi o maior campo de concentração estabelecido pelo regime nazista. Nele havia campos onde os prisioneiros eram distribuídos para fazer trabalho forçado por longo tempo, e um deles também funcionou como campo de extermínio.
Auschwitz é incomparável a qualquer barbárie anterior registrada na história da humanidade, então se pergunta: como o ser humano foi capaz de fazer isso?
O que aconteceu em Auschwitz mudou as noções de barbárie que a humanidade conheceu ao longo da história e mostrou, objetivamente, do que o ser humano é capaz.
De acordo com o texto “Educação após Auschwitz”, o processo educacional deveria ter como objetivo principal o trato a esse problema para poder esclarecer e criar condições para que todos saibam como e por que a barbárie Auschwitz aconteceu e quais as condições poderiam fazer com que ela voltasse a ocorrer. Conforme Adorno, a sociedade em geral e educação em partícula não têm dado atenção ao tema como deveriam. Na sua opinião esse é um problema a ser pensado por que afeta o presente e precisa ser tratado como uma análise do próprio presente, como uma análise das condições de produção da barbárie e de sua reprodução.
Desse modo, a educação deveria ser guiada pelo não esquecimento de que alguma coisa terrível aconteceu a pode voltar acontecer se não for tratada como um problema presente. Essa é a função da educação: relembrar o passado, formar o presente, para prevenir o futuro.

13 maio, 2009

Projeto de Aprendizagem

A cada semestre vivenciamos novas experiências no Seminário integrador, neste, o Seminário VI, a proposta é a construção de um PA, até aí nenhuma novidade, porém o diferencial dessa proposta é, o critério da formação de grupos que é a “afinidade laboral” entre os participantes e a questão norteadora do projeto, que fica a critério dos integrantes.

Iniciamos a interação por intermédio de e-mail, skype e MSN, a partir desses contatos formamos nosso grupo, o grupo 4, o qual nomeamos de Tcheensino. As ações foram se concretizando com cooperação de todos, criamos uma página no wiki(work), onde as informações; o conhecimento e o saber foram, e estão sendo, tecidos através das interações e trocas; combinações; sugestões de questões interessantes, votações, enfim, este espaço foi fundamental para a definição da questão norteadora e será o caminho para a construção da aprendizagem

Após a questão definida, elencamos nossas certezas provisórias e as dúvidas temporárias que derivaram da questão escolhida, iniciamos as pesquisas, planejamos recursos adicionais para enriquecer o projeto, estamos planejando os mapas conceituais e os textos coletivos; que evidenciam o que já compreendemos acerca do fato estudado, etc, todas essas ações partindo de cooperação e interatividade entre todos os participantes.

O projeto de aprendizagem oportuniza as novas formas de ensinar e aprender, a quebra de paradigmas antigos na forma sequencial de apresentação dos conteúdos e também a quebra, de nossas atitudes frente ao conhecimento, fazendo com que este através das inúmeras possibilidades de aquisição de informações (pela temática) possa tornar possível a aquisição/construção do verdadeiro saber, a todos os envolvidos deste processo.

28 abril, 2009

Estágios do Desenvolvimento

Piaget acredita que existem, no desenvolvimento humano, diferentes momentos: um pensamento, uma maneira de calcular, uma certa conclusão, podem parecer absolutamente corretos em um determinado período de desenvolvimento e absurdos num outro. As etapas de desenvolvimento do pensamento são, ao mesmo tempo, contínuas e descontínuas. Elas são contínuas porque sempre se apóiam na anterir, incorporando-a e transformando-a. Fala-se em descontinuidade no desenvolvimento, por outro lado, porque cada nova etapa não é mero prolongamento da que lhe antecedeu: transformações qualitativas radicais ocorrem no modo de pensar das crianças. As etapas de desenvolvimento encontram-se, assim, funcionamente relacionadas dentro de um mesmo processo.
Deve-se, ainda observar que as faixas atárias previstas para cada atapa não são rigidamente marcadas, ao contrário, elas se referem apenas às médias de idade onde prevalecem construções de pensamento. Nesse sentido, o modelo piagetiano é fortemente marcado pela maturação, pois atribui-se a ela o fato de crianças apresentarem sempre determinadas características psicológicas em uma faixa de idade. Tal modelo pretende, por isso ser universal.
Não obstante, Piaget reconhece que, a despeito de preponderar em determinadas faixas etárias uma forma específica de pensar e atuar sobre o mundo, podem existir atrasos ou avanços individuais em relação à norma do grupo. Essa variação pode ser devida, em grande parte, à natureza do ambiente em que as crianças vivem. Contextos que colocam desafios às crianças são potencialmente mais estimulantes para o desenvolvimento cognitivo.
As diferentes etapas cognitivas apresentam, portanto, características próprias e cada uma delas constitui um determinado tipo de equilíbrio. Ao longo do desenvolvimento mental, passa-se de uma etapa para outra etapa, buscando um novo e mais completo equilíbrio que depende, entretanto, das construções passadas.
Não é possível passar, por exemplo da etapa sensoriomotora para a operatório-concreta, "pulando" a pré-operatória. A sequência das etapas é sempre invariável, muito embora, a época em que as mesmas são alcançadas possa não ser sempre a mesma para todas as crianças. De igual modo, as etapas do desenvolvimento cognitivo não são reversíveis: ao se construir uma determinada capacidade mental, não mais é possível perdê-la.
Trabalho com 3ª série(4ºano), faixa etária de 8 a 11 anos de idade, que se encontram no estágio operatório-concreto. Nesta etapa o pensamento lógico, objetivo, adquiri preponderância. Ao logo dela, as ações interiorizadas vão-se tornando cada vez mais reversíveis e, portanto, móveis e flexíveis. O pensamento se torna menos egocêntrico, menos centrado no sujeito. A criança é capaz de construir um conhecimento mas compatível com o mundo que a rodeia. O real e o fantástico não mais se misturarão em sua percepção.
O pensamento operatório é denomidado concreto porque a criança só consegue pensar corretamente se os exemplos ou materiais que ela utiliza para apoiar seu pensamento existem mesmo e podem ser observados. A criança não consegue ainda pensar obstratamente, apenas com base em proposições e enunciados.

25 abril, 2009

O dilema do antropólogo francês

Na interdisciplina de Filosofia na Educação, participamos do fórum " O dilema do antropólogo francês", cuja proposta era defender ou contestar a decisão do antropólogo. Os grupos responsáveis por defender a decisão deveriam argumentar justificando sua decisão, os responsáveis pela contestação da decisão do antropólogo, deveriam argumentar refutando essa decisão. Este trabalho foi muito interessante, pois exercitamos o raciocínio, pois argumentar é uma forma de organizar informações, a que se chama premissas, com vista a um determinado fim, que no caso era de defender ou contestar a decisão do Claude Lee. A discussão no fórum foi exelente, pois de ambos os lados, defender ou contestar, foram explorados os argumentos de todas as posições; criadas hipóteses, lançadas as dúvidas; repensado os argumentos, em fim, exercemos a filosofia, pois discutimos, debatemos e trocamos idéias. "O ato de filosofar exige o espírito crítico e não o espírito de crítica. O espírito crítico analisa os prós e os contras, enquanto o espírito de crítica está sempre disposto a denegrir a imagem das coisas e das pessoas." Como educadores devemos proporcionar momentos para que nossos alunos exerçam a filosofia, para estimular o pensamento obstrato, desenvolver sua autonomia do pensar, em fim, para que ela possam crescer críticas sobre si mesma e sobre o mundo que as rodeia e mais, possam perpetuar sua curiosidade natural.

24 abril, 2009

Mosaico etnico-racial

No enfoque II de QUESTÕES ÉTNICO-RACIAIS NA EDUCAÇÃO: SOCIOLOGIA E HISTÓRIA, realizamos um mosaico etnico-racial, cujo objetivo era sensibilizar os alunos, acerca das diferenças que compõem os grupos familiares e os grupos de convivência. Embora o conceito de raça seja associado ao de etnia, o que às vezes dificulta o entendimento desses conceitos, através do trabalho realizado com os alunos, foi possível oportunizar um entendimento, de que, a etnia compreende os fatores culturais, a nacionalidade, a religião, a língua e as tradições, enquanto a raça compreende apenas os fatores morfológicos, como a cor da pele, constituição física, estatura, traço facial, etc. O termo étnico é fundamental para demarcar que o indivíduo pode ter a mesma cor de pele que o outro, o mesmo tipo de cabelo e traços culturais e sociais que o distingui, caracterizando assim etnias diferentes. Usei como gancho, para dar inicio a este trabalho, a visita que fizemos ao Museu Julio de Castilhos, onde os alunos vivenciaram parte da história dos indígenas, africanos e brancos, a partir desses tópicos abordei o tema das diferentes etnias que surgiram com a chegada dos africanos, espanhóis e portugueses ao Brasil, pois houve uma grande miscigenação, devido a mistura de raças; de povos de diferentes etnias. Em fim, somos um povo fruto de um intenso processo de miscigenação, que gerou uma nação singular com indivíduos culturalmente diversificados. A partir daí começamos trabalhar sobre os grupos familiares dos alunos, suas origens; para isso eles fizeram levantamentos dos dados com os pais, indagando sobre a nacionalidade dos pais; avós; bisavós; etc, os costumes que foram herdados pelos antepassados; comidas; brincadeiras; festas; crenças; etc. O trabalho foi bem dinâmico, envolvendo os alunos de uma forma bem prazeroza, eles fizeram a técnica do auto-retrato, a árvore brasileira; onde registramos as origens dos familiares dos alunos, localizamos a tragetória dos antepassados no mapa, montamos um painel com as fotos dos familiares; cujas fotos foram organizadas em ordem cronológica. Participar desse trabalho foi muito importante para os alunos, pois foi um momento para eles refletirem sobre as características que lhe constituíram e lhe constitui como pessoa e valorizar o que trazem de ancestralidades.

15 abril, 2009

EDUCAÇÃO ESPECIAL

De acordo com texto História, Deficiência e Educação Especial, de Arlete Aparecida Bertoldo Miranda, da antiguidade até a idade contemporânea, houve muitas conquistas alcançadas pelas pessoas que apresentam necessidades educacionais especiais. O texto se propõe a realizar um rastreamento histórico da Educação Especial e de acordo com alguns estudiosos na área é identificado quatro estágios no desenvolvimento do atendimento às pessoas que apresentam deficiências. O primeiro estágio, era pré-cristã, é marcado pela negligência , um exemplos disso são as crianças espartanas portadoras de deficiência física ou mentais, que eram consideradas sub-humanas , o que legitimava a sua eliminação ou abandono. Na idade média encontra-se a fase da constitucionalização, os indivíduos que apresentam deficiência eram acolhidos em conventos ou igrejas, cujas paredes convenientemente isolavam e escondiam o incômodo ou inútil. No terceiro estágio, idade moderna, a apologia era a o método experimental, o método científico, nessa época surgem as classes especiais em escolas públicas, que oferecem à pessoas deficiente uma educação à parte. Na idade contemporânea o homem na sociedade é o conteúdo central do questionamento desse período, com base nessa compreensão as atitudes para com os portadores de deficiência se modificam nessa nova sociedade, na medida que vão sendo oferecidas oportunidades educacionais e de integração social, cujo objetivo é integrá-los em ambientes escolares. O homem passa a ser pensado através das relações que mantém com outros homens na sociedade. Foi pensando nessa integração social, na inclusão, que em 2008 acolhemos em nossa escola uma aluna com deficiência visual, ela permaneceu em minha turma, 4ª série, por um período de apenas 2 meses, pois devido a sua condição específica e suas limitações imposta pela deficiência visual não foi possível desenvolver suas potencialidades. Após várias reuniões com SOE, chegamos a conclusão as necessidades físicas, da menina, estavam interferindo em seu desenvolvimento intelectual, ela não estava se desenvolvendo, pois a escola não tinha recursos necessários para auxiliar a sua aprendizagem, foi então que a encaminhamos para uma escola especial. Diante desses casos que frequentemente ocorrem nas escolas regulares, devemos repensar sobre a inclusão de portadores de necessidades especiais nestas instituições, isto é, os casos específicos, pois propiciar integração social de nada garante o desenvolvimento intelectual, o desenvolvimento das potencialidades desse indivíduo.

13 abril, 2009

PÁSCOA

Na semana de Páscoa trabalhei com meus alunos sobre o significado desse festejo, e apesar de todos os anos eles trabalharem sobre isso, sempre há uma aprendizagem nova sobre o tema. Este ano, o foco principal foi a Páscoa no Mundo, pois os alunos levantaram a questão das diversas variações da origem e do significado do festejo da Páscoa no Mundo.

05 abril, 2009

Ação

De acordo com o texto Epistemologia Genética, o conhecimento é ação, transformação e estabelecimento de relações. Quando fiz magistério uma das aprendizagens significativas, na didática de matemática, foi a sequência POF. O "P" representa a pessoa(aluno), o "O" o objeto(materiais) e o "F" a figura(escrita). Dessa forma, geralmente, quando inicio um conteúdo novo, em diferentes disciplinas, em primeiro lugar trabalho com o aluno, pois acredito que para o aluno é mais significativo quando ele é o sujeito da ação. Na segunda etapa dessa sequência o aluno usa material concreto, pois a manipulação de objetos, trabalhada paralelamente com uma ação mental, fecunda um desenvolvimento cognitivo que formará estruturas que garantirão uma continuidade de aprendizagens. E conforme o texto, Epistemologia genética, é a ação do sujeito que possibilita a construção de suas estruturas cognitivas.

29 março, 2009

Identificando Epistemologia

No texto do Fernando Becker, é abordado três diferentes formas de representar a relação ensino aprendizagem escolar, que são os modelos pedagógicos, chamados de pedagogia diretiva, pedagogia não-diretiva e por último a pedagogia relacional. Na pedagogia diretiva, se destaca o empirismo, cujo conhecimento provém da experiência, o conhecimento vem do físico e/ou social, em sala de aula isso se caracteriza por um modelo de professor que é o centro do conhecimento, o detentor do saber e o aluno nada tem em termos de conhecimento, é uma folha de papel em branco; uma tábua rasa. De acordo com esse professor, o aluno nada sabe em frente a cada conteúdo apresentado a ele, e este somente aprende se o professor ensina. Na pedagogia não-diretiva, há uma postura pedagógia apriorista, pois o conhecimento independe da experiência, ou seja, o sujeito já nasce com o conhecimento programado na sua herança genética, e em sala de aula o professor é apenas o facilitador da aprendizagem; interferindo o mínimo possível e o aluno já traz o saber que ele precisa. Nesse modelo o professor acredita que o aluno aprende por si mesmo, o professor deve, no mínimo despertar o conhecimento que já existe no aluno, por isso, há o minímo de intervenção no processo de aprendizagem. Por último, a pedagogia relacional, cujo modelo traz uma forte relação entre sujeito e objeto a nível epistemológico, e uma relação cognitiva em sala de aula, do professor/aluno e aluno/aluno. Há uma intensa troca de saberes.

22 março, 2009

VI SEMESTRE

Começa uma nova etapa do nosso curso, estamos descansados e, de acordo com as professoras Bea e Iris, baterias carregadas. Em fim, motivados para os inúmeros trabalhos que nos serão solicitados e com muita disposição para os desafios que virão. Como nos semestres anteriores, a interdisciplina de Seminário oportunizará a integração das aprendizagens. Na interdisciplina de Psicologia, as teorias de aprendizagens e características da vida adulta fazem parte da ementa, além disso teremos conhecimento sobre a epistemologia genética e o trabalho de Piaget. O semestre vem recheado de novidades, como por exemplo as interdisciplinas Educação de Pessoas com Necessidades Especiais, cuja abordagem será uma breve análise histórica da educação especial, as políticas públicas e os avanços na legislação brasileira em relação a essa temática. Outra novidade é a interdisciplina de Filosofia da Educação, cuja temática será o desenvolvimento da capacidade de argumentar e construir conceitos, com objetivo do pensar crítico sobre as concepções filosóficas do ser humano, em fim , seremos desafiados a questionar e nos conhecermos um pouco mais. Como última novidade, que diz respeito a interdiciplina, temos Questões Étnico-Raciais na Educação-Sociologia e História, que, conforme a professora Zita Rosane, "...mexerá com questões muito arraigadas entre nós, individual e coletivamente." Teremos um semestre de grandes reflexões, desafios, construção e desconstrução de conceitos, concepções do ser humano e a moralidade, etc, cujo principal objetivo será contribuir de forma significativa para a nossa formação. Desejo que todos nós tenhamos um semestre de significativas aprendizagens.

26 fevereiro, 2009

Avaliação Presencial

No dia 03/12/08 tivemos o Workshop do Portifolio 2008. A professora vera Corazza e a tutora da sede, Simone Raminger, foram as avaliadoras. Foi um momento muito importante para todos, pois cada um fez sua apresentação de forma criativa, com cartazes, montagem de mapas conceituais, folder, etc. Foram apresentações simples porém objetivas, todos estão de parabéns.

18 novembro, 2008

Reflexões sobre a minha profissão

De acordo com a interdisciplina Organização e Gestão da Educação, teríamos que fazer uma reflexão sobre a nossa profissão, abordando plano de carreira; formação docente; condições de trabalho; remuneração e sindicalização, em fim, temas bem polêmicos na atualidade. 
No dia 14 de novembro estive presente na Assembleia do magistério, e confesso que achei muito deprimente uma classe trabalhadora formadora de futuros cidadãos, ter que se submeter à isso, a fim de defender um salário digno e seus direitos conquistados durante anos de dedicação ao magistério. 
No que diz respeito a formação dos educadores, na sua grande maioria são incipientes, pois não condiz com a realidade do mundo globalizado em que vivemos, mas como inverter essa situação se não dispomos de tempo e recursos. As condições de trabalho poderiam ser melhores, se os governantes valorizassem mais a educação do povo brasileiro, mas isso é outra história...um povo ignorante cala e consente e isso convém aos governantes. Quanto a remuneração, este juntamente com o plano de carreira, são os focos principais, de um projeto enfiado goela abaixo dos educadores, pois a governadora insiste em destruir o plano de carreira e ainda diz que não seremos prejudicados pelo atual projeto de lei do governo estadual, pois estão apenas cumprindo o que a lei federal pede, ou seja, cada órgão interpreta a lei de acordo a que lhe convém... Gostei muito dessa interdisciplina, pois ela me fez refletir sobre vários assuntos que diz respeito a minha vida profissional e também, entender que muitas coisas que estão nas leis, nem sempre são cumpridas.

05 novembro, 2008

Projeto Político Pedagógico

Achei muito interessante este módulo, pois aborda a construção de uma escola pública democrática, enfatizando o PPP como espaço fundamental para a concretude dessa democracia. Conclui que muitos não tem noção da importância desse documento, que é a bússola de navegação da Escola. Confesso que eu não tinha conhecimento do PPP da minha Escola, nunca ouvi falar sobre ele, porém sei que faltou interesse de minha parte, pois ele estava lá...bonitinho...engavetadinho...com muitos tópicos interessantes; que não são postos em prática, tópicos ultrapassados; que não fazem parte da realidade da escola, e a ausência de tópicos que são relevantes para o contexto atual que a Escola está inserida. Outro fato desconhecido pela comunidade escolar como um todo, é o seu envolvimento na elaboração, implementação e avaliação do PPP, pois se esse documento define a função social e histórica da constituição/escola, então é indispensável a participação dessa comunidade na sua elaboração.

19 outubro, 2008

Geração Canguru e Síndrome do Ninho Vazio

Síndrome do ninho vazio Apesar de toda a preocupação dos pais, com a segurança, saúde, educação, etc, chega o momento que era esperado, mas que não deixa de ser difícil: a hora em que os filhos deixam o ninho. Os pais reagem como se estivesse faltando um pedaço de si próprio. Mas não adianta tanto sofrimento, pois, uma hora os filhos têm de se soltar e caminhar sozinhos. Para muitos pais esse é o momento do corte do cordão umbilical. Geração Canguru No Brasil, mais de oito milhões de jovens, entre 25 e 40 anos, moram com os pais. No Destrito Federal, de acordo com os dados do IBGE, são mais de 98 mil. Os motivos são vários, poupar gastos, porto seguro, mordomia, etc. Muitos filhos têm emprego e até poderiam morar sozinhos, mas preferem viver com com os pais. Como os filhotes do canguru, não largam a bolsa.

07 outubro, 2008

Aprendizagem

O desenvolvimento mental, tanto do jovem e adulto, dependem de estruturas construidas anteriormente e o desenvolvimento cognitivo do indivíduo ocorre através de constantes desequilibrações e equilibrações. A mudança de algumas características do meio ambiente, provoca a ruptura do estado de repouso causando um desequilíbrio, então surge a necessidade do desenvolvimento das estruturas para enfrentar as demandas ambientais. Quanto às relações, professor-aluno, no processo de aprendizagem, podem ser analizadas sob dois aspéctos, um deles seria o egocentrismo, que leva o educador a ser incapaz de compreender o raciocínio do educando, reduzindo o pensamento dele ao seu próprio. O outro aspécto diz respeito a auto-estima, pois se um educando dá mais atenção para quem acha que tem mais condições de aprender, acaba por reforçar o fracasso dos demais. Então, apesar da importancia da existência da afetividade, empatia e respeito entre professores e alunos, os educadores não devem permitir que esses sentimentos influencie no cumprimento ético de seu dever de professor.

03 outubro, 2008

Representantes de turma

Gostaríamos de agradecer a todos pelo voto de confiança e poder contar com acolaboração nessa nova caminhada. A nossa união é fundamental, pois temos interesses em comum, assuntos do curso, da turma, ou até mesmo problemas pessoais, e para fechar com chave de ouro nossa caminhada, teremos a nossa formatura, então vamos nos unir e pensar juntos, para que possamos ter uma cerimônia digna de todo o nosso esforço. Abraços! Sueli e Kathia Seib

26 setembro, 2008

ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA

No módulo 2, Organização da Educação, foram abordadas as competências das esferas de governo para com educação: Os municípios devem priorizar a educação pré-escolar e o ensino fundamental, os estados; o ensino fundamental e o ensino médio, à união incumbe o financiamento de rede pública federal de ensino a prestação de assistência técnica e financeira aos estados e municípios. A responsabilidade das três esferas de governo também está presente na tarefa de normatização da educação, neste campo participam os poderes executivo, legislativo e judiciário Também foram abordados o regime de colaboração intergovernamental; cuja prática é que vai marcar ações mais ou menos colaborativas ou coordenadas, áreas de jurisdição e atribuições dos sistemas de ensino; federal; estadual e municipal. Neste módulo foram estudados fundamentos gerais de organização da educação brasileira. A organização de todas as escolas brasileiras estão estabelecidas na legislação nacional, porém há diferenças entre as escolas, isto significa que nem tudo está estabelecido nessa legislação e nas normas nacionais. Além das normas nacionais, existem a legislação estadual e municipal, o sistema de ensino, e por último, a instância mantenedora. A organização nacional confere unidade ao sistema aducacional como um todo, as instâncias estaduais e municipais confere uma unidade regional ou local.

14 setembro, 2008

Gestão Democrática

Estudar gestão escolar é, para muitos, maçante, pois envolve questões legais, conceitos complexos e suas relações. Porém, a medida que tomamos conhecimento de determinados conceitos, abre um leque de possibilidades de novas aprendizagens, que é importante, pois são questões que fazem parte de nossa realidade, o que nos faculta a interagir e mudar o rumo de nossa história. Não é de uma simples gestão que estamos falando, e sim, de uma gestão democrática, com seus principios básicos, o que nos leva a refletir sobre a sua existência, ou não,nas escolas em que atuamos. Acredito que o princípio básico fundamental para uma gestão democrática seja a participação de toda a comunidade escolar nos processos decisórios e que todos esses atores tenham conhecimento do que ocorre no interior da instituição e nas suas relações externas. Porém, o primeiro passo a ser dado, é a qualificação do gestor escolar numa perspectiva de gestão democrática, para posteriormente, abrir caminho para os demais envolvidos nesse processo de participação coletiva. Para que possamos desenvolver uma escola "verdadeira", com consciência crítica da realidade social, ou seja uma escola verdadeiramente pública na busca da eliminação das desigualdades sociais.

10 setembro, 2008

Mapa Conceitual

Achei muito interessante trabalhar com mapas conceituais, pois ele é um elemento que pode ajudar as pessoas a construirem significados novos e mais completos para a sua aprendizagem. É uma diagrama onde colocamos um conceito-chave e indicamos relações para esse conceito, seu grande objetivo é representar as relações significativas entre os conceitos, em forma de proposições. Na realidade é um resumo esquemático do aprendido. Quando começamos a montar o mapa do projeto, de música, percebi que podemos usar este recurso com os alunos, pois partindo do que eles já sabem, conceitos existentes, podemos desenvolver novas relações conceituais entre si, de maneira ativa e criativa, levando o aluno à profundidade de novos conceitos, das novas relações.